Saab gosta do La Fenice, o lendário salão de óperas de Veneza. Como sugere o nome, essa fênix pegou fogo e levantou-se das chamas três vezes. Para sua coleção de alta costura da temporada, o designer escolheu o La Fenice como sua principal referência, emprestando do local o veludo drapeado das cortinas, os tons de azul e dourado da decoração, e até mesmo o fogo e as cinzas dos momentos trágicos pelos quais passou.
A coleção de inverno couture de Elie Saab veio rica em detalhes e ornamentação. A cartela de materiais do estilista trazia tecidos como rendas, tules, chiffon, guipure e musseline, que construíam peças que passavam longe da simplicidade. Nas palavras do próprio designer, é isso que as mulheres buscam em coleções de alta costura: riqueza.
O designer se aventurou por um novo modo de drapear, saindo um pouco do clássico. Prezou pelas assimentrias e pelos generosos decotes nas costas dos vestidos, enquanto na frente eles eram mais recatados. As peças misturavam elementos como drapês, transparências, fendas e bastante brilho.
Como não poderia deixar de ser, o desfile de Elie Saab terminou como um clássico das apresentações de alta costura: nada mais nada menos que um vestido de noiva.